10.8.10

e as tardes de domingo são particularmente doídas porque escancaram um tempo que passou sem alterações desejadas de miúdo pelo coração. nessas horas o sol no poente lambe nossa cara e dança à finitude. apesar de pintar céu e mar magistralmente para a alegria dos olhos, alguma coisa se enrola no peito e esponta num suspiro. um casal e a solidão se abraçam olhando as ondas.

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