30.1.10

numa das paredes, acho que a que está à direita entrando, vários desenhos. desenhos pequenos, frágeis, íntimos, levemente pendurados. no chão, um pequeno vaso de planta completava o conjunto, era simples e bonito. poderia estar ali, por muito tempo.

25.1.10

sob a redonda mesinha de canto, um cachimbo do charmoso detetive. ainda se pode sentir o cheiro do fumo e a foligem na borda. o charme, como todo bom charme, estava no jeito de pensar as coisas e como isso se punha pra fora (só os detalhes importam).

12.1.10

um velho azulejo pintado se apóia no chão e na parede. lembranças de uma terra pioniera e a ilusão de lá se estar, escutando os velhos ruídos dos elétricos entre frases sussurradas num canto de teatro... durmamos, por ter falado tanto, escutado tanto, penado tanto, jogado tanto.