10.5.12

os lugares sem as pessoas não são nada. apesar disso, nada são as pessoas de tão fixo e importante quando elas julgam. não duram pra sempre seus empregos, nem seus amigos, nem seus domínios. não dominam nada, ou quase nada. o lugar onde trabalham, os estabelecimentos que frequentam, os lugares pra onde viajam. apesar de muitas vezes conhecerem a poeira de seus cantos, um dia elas somem e nunca mais os vêem e ponto. e quem fica entende que de nada valem os lugares. as pessoas é que importam. uma lar nunca é uma casa, mas um ou mais pescoços.

22.9.11

se as interações humanas trazem os maiores prazeres experimentados por um humano, são ainda elas que trazem as maiores dores.

31.5.11

(as folhas das árvores já foram embora de novo e meu cérebro segue teimando em acreditar que o dia e a noite existem. tantas pistas erradas teimam em enganar... as horas no relógio, a luz do sol em diferentes partes da janela, a lua que eu vejo brilhar só a noite, e as folhas no chão também, tudo dizendo que o tempo não só existe como passa... o que não muda muito é a vontade de ter asas, de viajar até ficar velhinha e amar com toda a força do mundo pessoas e sonhos que eu tenho)

25.2.11

> a paz que traz um sorvete

21.1.11

el tiempo no se gana, solo se pierde.

30.11.10

coisas que não mudam com o tempo podem atestar que ele não passa:

> quando tudo é desarranjo e a braveza vem várias vezes a gente acha que é vítima e maldiz o mundo, quando está tudo no lugar e o coração bate tranquilo qualquer malvadeza é vista como acidente e a gente exulta o mundo

21.11.10

e passava, sem ser necessariamente visto, ouvido ou sentido. passava. e retornava. e bastava esse retorno para criar un intervalo regular de repetição, e com isso, ser medido. e depois de ser medido e medido e medido, e nunca exato, ser relativizado.