13.1.09

seu pensamento vagava com o fresco molhado entre os dedos. o jardim era imenso, possivelmente parte de uma propriedade de família tradicionalmente rica. ou uma reserva pública para olhos se encherem e pulmões suspirarem. na verdade nada disso lhe importava. sabia o que significava estar ali e um pressentimento de que sua vida se reiniciava lhe gelou o corpo inteiro. com o estômago em neve, olhou em volta. deveria haver nesse mundo uma borboleta sequer que testemunhasse o nascer do sol daquela árvore de filme além de seus pés pintados de barro.

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